Se você é daqueles que acham que as únicas variações e gabinete são vertical ou horizontal, branco ou preto, prepare-se para mudar de ideia. A moda dos casemods chegou para ficar, quando eles olham para um computador, só pensam numa coisa. Passar a serra, arrancar as peças originais e transforma-lo num objeto totalmente diferente e personalizado, um computador que muitas vezes não parece um computador. "No começo você coloca uma lateral de acrílico, depois pinta com spray, bota uma iluminação diferente. Então não consegue mais parar", conta o analista de redes, Anderson Toso, 27 anos, desde 2002 na tribo dos casemoders.

- Case o que???
"É com aquele cara que pega um carro antigo para fazer tunning. Ele faz pelo prazer de ter algo só dele, sem igual", explica Toso, dono da comunidade de Casemod Rio de Janeiro, no orkut, dedicada ao assunto.
Apesar do valor sentimental da obra de arte, há quem faça dos casemods um ganha-pão. O analista de sistemas Agathyrno Neto, 34 anos, por exemplo, conta que passou 5 anos vivendo da transformação de computadores. " Já perdi a conta de quantos gabinetes fiz.
Acho que entre 500 e mil. Tem casemod meu espalhado pelo Brasil inteiro", diz Neto, que já produziu sob encomenda um computador avaliado em R$ 18 mil e ganhou um prêmio de 7 mil dólares num concurso.
Conhecido no meio como ASGneto, ele diz ter reduzido a produção este ano para terminar a faculdade, mas pretende voltar à oficina em breve. Apesar do valor sentimental da obra de arte, há quem faça dos casemods um ganha-pão. O analista de sistemas Agathyrno Neto, 34 anos, por exemplo, conta que passou 5 anos vivendo da transformação de computadores. " Já perdi a conta de quantos gabinetes fiz.
Acho que entre 500 e mil. Tem casemod meu espalhado pelo Brasil inteiro", diz Neto, que já produziu sob encomenda um computador avaliado em R$ 18 mil e ganhou um prêmio de 7 mil dólares num concurso.
Contudo, o candidato a casemoder vai se deparar com duas dificuldades: peças e a concorrência dos fabricantes de gabinetes. " AS peças são caras e difíceis de encontrar. Muitas vezes o jeito é apelar para criatividade".Conta Toso. E bota criatividade nisso. Neto por exemplo, diz que já usou peças de moto e até um tubo de PVC em adaptações. Neto e Toso também se queixam dos fabricantes que vendem gabinetes já incrementados. Segundo eles, muitas idéias nascem na comunidade e são mostradas na Internet, em fóruns e álbuns de fotos. Algumas acabam sendo copiadas e vendidas já prontas. Dificuldades que não diminuem a paixão dessa turma por cortar seus PCs.
- Sugestão de Casemode:
O que é preciso para fazer um casemod? Segundo o AGSneto, além de talento e ferramenta adequadas, tem que ter coragem. Isso porque a possibilidade de errar é grande. " O ideal é comprar peças num ferro-velho e treinar muito" Para cortar o gabinete é preciso uma serra tico-tico (cerca de R$ 100), ou, uma microrretífica, que é ideal, porque é mais versátil. Um projeto básico inclui janela de acrílico (cerca de R$ 50), na lateral ou no alto do gabinete. Depois de cortar e aparafusar a janela, pode-se pintar o interior com tinta spray (em torno de R$ 30). A tinta luminosa dá mais trabalho porque requer uma base branca antes da tinta luminosa e finalização com verniz. Por foram pode-se fazer a decoração com uma cena de um game. No caso, é feita em lojas de impressão, onde pode-se reproduzir a cena e fazer a aplicação em vinil no metal do gabinete.

